Desafio 31 · Dia 20: a vitrine que faz parar, olhar, querer e agir
Na rua, ir embora dá trabalho. Na internet, é um movimento de dedo, e por isso cada etapa da sua vitrine precisa ser conquistada.
Dia 20 do Desafio 31. O assunto de hoje é o que faz uma pessoa parar na sua vitrine, e por que a vitrine da internet é bem mais difícil que a da rua.
Na rua, ir embora dá trabalho. Aqui, não custa nada
Na loja física, sair custa alguma coisa: a pessoa já estacionou, já andou até ali, está com a amiga, é a única loja do tipo naquela esquina. Mesmo sem se encantar, ela às vezes entra.
Na internet, ir embora é um movimento de dedo. Sem constrangimento, sem "já que estou aqui", e com outras trinta lojas na mesma tela, a um centímetro de distância. Ou seja: não entrar é o caminho natural, é o que acontece se você não fizer nada.
As quatro coisas, na ordem em que acontecem
Toda vitrine que funciona faz a mesma sequência: parar, olhar, querer, agir. Quem estuda propaganda deu um nome a ela há mais de cem anos, o AIDA, de atenção, interesse, desejo e ação.
A parte que quase todo mundo pula é a terceira. Querer não nasce da foto do seu material nem do seu diploma: nasce da pessoa se ver ali. E a quarta parte é dizer o que fazer agora, com todas as letras, porque vitrine linda sem porta é museu.
A sua vitrine tem três partes: a Beauty, o Set e o Portfólio
A Beauty é você, o seu perfil, a capa com a sua chamada e a sua galeria. O Set é a sua loja, o lugar onde você atende, e é ele que responde à pergunta silenciosa de toda cliente nova, que é "como vai ser quando eu chegar lá". O Portfólio é o que você faz, cada serviço e cada produto, com foto, texto e o botão de agendar.
Não adianta caprichar em uma parte e abandonar as outras duas: a capa linda leva a pessoa até um Portfólio vazio, e o Set bonito sem a sua cara vira uma sala sem dono.
E não precisa comprar equipamento nenhum
A câmera do seu celular é melhor que a maioria dos equipamentos de dez anos atrás. O que separa a foto boa da ruim quase nunca é o aparelho.
Chegue perto de uma janela e vire o trabalho para a luz do dia, ficando de costas para ela. Cuidado com a luz vindo por trás, o contraluz, que escurece tudo e deixa só a silhueta. Fuja da lâmpada do teto, que faz sombra embaixo dos olhos. Olhe o fundo antes de olhar o assunto, porque metade das fotos ruins não tem defeito nenhum na frente. Limpe a lente. Chegue perto com o corpo, e não com o zoom.
"Mas eu não tenho cliente ainda"
Essa trava é falsa, e toda jornada de sucesso que existe hoje começou do zero ontem. Faça permuta, comece pela sua casa, faça em você mesma, fotografe o que não é gente: a bancada arrumada, os materiais, a embalagem que você monta.
E deixe combinado por escrito, que é melhor para as duas. Na BeautySet existe um modelo pronto de autorização de uso de imagem, redigido por advogado: você escolhe o modelo em Contratos, preenche o nome da pessoa e manda para ela aceitar com assinatura, sem imprimir nada. Ele diz onde as imagens podem aparecer, por quanto tempo, se foi de graça ou em troca do serviço, e garante que a pessoa pode voltar atrás quando quiser.
Se você não é da área
É praticamente certo que você conhece alguém que vive disso: quem faz a sua unha, quem corta o seu cabelo, uma prima, uma amiga que começou agora. Mande o artigo para ela. Leva dez segundos e pode ser o que estava faltando para ela destravar a vitrine dela.
O artigo completo está no blog, com o passo a passo da luz, do vídeo e do que fazer quando a cliente não autoriza a imagem. Também dá para ouvir, na velocidade que você preferir.
