Se você já tem WhatsApp, Instagram, Telegram e LinkedIn, para que serve mais uma rede dentro do aplicativo que você usa para trabalhar? A pergunta é boa e merece resposta inteira, porque a resposta preguiçosa seria "porque é legal ter", e não é isso.
A Comunidade da BeautySet existe por um motivo específico, e ele fica claro quando se separa uma coisa da outra: as redes de fora servem para quem ainda não te conhece chegar até você. A Comunidade serve para conversar com quem faz o mesmo que você. São públicos diferentes, assuntos diferentes e riscos diferentes, e é por isso que misturar os dois cobra um preço que quase ninguém percebe pagando.
Primeiro, o que a Comunidade não é
Vale começar pelo que ela não pretende ser, porque isso já elimina metade da confusão.
- Ela não é a sua vitrine. Quem procura serviço não entra ali. A sua vitrine na BeautySet é o seu perfil público e o seu portfólio, que aparecem para as clientes e nas buscas.
- Ela não é para falar com a sua cliente. Cliente marca horário, recebe lembrete e conversa com você pelos canais dela, e nada disso passa pela Comunidade.
- Ela não é para o papo de segundo a segundo. O grupo de amigas continua no WhatsApp, e tudo bem que continue.
O que sobra depois desses três cortes é exatamente o que ela faz: o lugar onde profissionais do mesmo ramo trocam o que só quem está no ramo entende.
1. O que você constrói numa rede de fora não é seu
Este é o argumento mais duro e o mais fácil de ignorar enquanto está dando certo.
Um grupo de WhatsApp com noventa colegas parece um patrimônio, e é frágil como papel. Ele vive num número de telefone. Se a pessoa que administra troca de número, sai do ramo, se desentende com alguém ou simplesmente cansa, o grupo acaba, e com ele acaba todo o histórico. Ninguém consegue levar embora a conversa de dois anos.
No Instagram é a mesma dependência com outra roupa. Você não decide quem vê o que você publica: quem decide é o algoritmo, e ele muda sem avisar. Já aconteceu de perfil grande perder metade do alcance de um mês para o outro, sem nada ter mudado do lado de cá.
A diferença não é a plataforma ser boa ou ruim. É que a régua é de quem é dono da régua. Quando o lugar da conversa é o mesmo lugar onde vive o seu negócio, essa conversa deixa de depender de alguém não cansar de administrar um grupo.
2. Do lado de cá, todo mundo é do ramo
Pergunte no seu grupo de WhatsApp qual aparelho vale a pena comprar e você vai receber a opinião de quem tem o aparelho, de quem viu um anúncio e de quem trabalha em outra área e resolveu palpitar. Pergunte no Instagram e você recebe a resposta de quem vende o aparelho.
Na Comunidade da BeautySet, quem está do outro lado é gente do mesmo ofício, com o mesmo tipo de cliente e o mesmo tipo de conta para pagar. Isso muda o valor da resposta. "Quanto você cobra?" é uma pergunta impossível de fazer no Instagram, constrangedora no grupo da família e absolutamente normal entre colegas.
E tem um detalhe que parece pequeno e não é: no aplicativo, a conversa profissional fica separada do resto da sua vida. Ninguém precisa rolar por quarenta mensagens de aniversário para achar a indicação de fornecedor que alguém deu na terça.
3. A conversa boa fica achável, em vez de sumir
Todo grupo de WhatsApp ativo tem o mesmo destino: a informação mais valiosa é engolida pelo rolar. Aquela explicação caprichada sobre como calcular o preço de um pacote, escrita por alguém que sabia do assunto, existe em algum lugar de setembro e ninguém nunca mais vai achar.
Na Comunidade, cada assunto tem o seu grupo, cada publicação tem comentários embaixo dela, e existe busca. Quem chega depois encontra o que foi escrito antes. É a diferença entre conversa e acervo: a conversa serve para hoje, o acervo serve para todo mundo que chegar amanhã.
4. Tudo conversa com tudo, e este é o motivo principal
Este é o motivo que nenhuma rede de fora consegue oferecer, por mais popular que seja: a Comunidade não é uma sala separada dentro do aplicativo, ela é ligada a todo o resto.
Na prática: você está olhando um item do seu portfólio e manda ele para o grupo, com uma pergunta junto. Você abre o Set e mostra às colegas, pedindo opinião sobre o espaço. Você está no perfil de alguém e leva aquilo para a conversa. Em todos os casos vai um cartão com foto e nome do que você está mostrando, e vai o mais importante: o que você tem a dizer sobre aquilo, seja uma dúvida, uma dica, uma instrução ou um ensinamento.
Repare na diferença. No WhatsApp, mostrar um trabalho para uma colega é tirar print, cortar, mandar e explicar de novo o que era. O contexto se perde no caminho, a fonte some, e três dias depois ninguém sabe de onde aquilo veio. Aqui, o que você mostra continua ligado ao lugar de onde saiu, e quem se interessar abre e vê inteiro.
E o caminho de volta é o mesmo. Quando você lê uma discussão sobre preço e percebe que está cobrando pouco, o ajuste está a dois toques: o seu portfólio está no mesmo aplicativo. Quando alguém explica como parar de ter buraco na agenda, a sua agenda está ali. No Instagram, uma boa ideia vira um print que você guarda e não aplica. Aqui, ela vira uma decisão no mesmo lugar onde a decisão acontece, e ideia que não vira ação não muda faturamento nenhum.
Uma coisa que a plataforma não deixa você fazer, de propósito: mandar para a Comunidade as telas de dinheiro, de ficha da cliente e de documento. Compartilhar um relatório seria contar quanto você fatura para um grupo de colegas, e uma ficha de anamnese é dado de saúde de uma cliente, que não é seu para compartilhar. Se você quiser falar do seu faturamento, escreve o número, e aí é escolha sua.
5. Tem assunto que não pode circular solto
Boa parte do que profissionais precisam trocar é delicado: o caso de uma cliente que não evoluiu como o esperado, uma reação inesperada, uma foto de antes e depois, um fornecedor que entregou produto ruim, um erro que você cometeu e não quer que vire assunto público.
Num grupo de WhatsApp, tudo isso está a um encaminhamento de distância de sair do grupo. Basta uma pessoa. E, para quem trabalha em profissão com conselho, algumas dessas trocas têm regra de publicidade a respeitar, o que torna o lugar da conversa parte do problema.
É por isso que a Comunidade tem três níveis de grupo, e não um só. Cada um existe para um tipo de conversa:
- Público: qualquer pessoa vê e entra, e as publicações aparecem para todo mundo. Serve para o que ganha valor sendo aberto, como um grupo de uma cidade ou de uma técnica, onde aparecer para colegas é bom.
- Fechado: aparece na busca, mas entrar exige aprovação, e o que se publica lá dentro só é visto por quem está dentro. É o formato da maioria das conversas de trabalho, porque junta as duas coisas que você quer: gente nova conseguir pedir para entrar, e a conversa não ficar exposta.
- Secreto: não aparece em busca nenhuma, e só se entra por convite. É para o grupo pequeno de confiança, aquele em que se fala de preço, de erro e de fornecedor com nome.
Perceba que a pergunta "público ou não?" não tem uma resposta certa. Ela tem uma resposta por conversa, e é justamente por isso que os três existem.
E quem cria o grupo decide como ele funciona
Todo mundo já viu um grupo profissional virar uma sequência de bom dia, boa tarde, corrente e discussão de política. Isso não acontece porque as pessoas são chatas, acontece porque ninguém combinou nada e quem administra não tem ferramenta nenhuma além de expulsar alguém.
Quem cria um grupo na BeautySet escolhe:
- As regras, com as suas palavras. Um texto que quem entra e quem publica lê antes de escrever, e que fica à vista no topo do grupo. Não é um modelo nosso: é o seu combinado.
- Palavras que não entram. Se o combinado do seu grupo é que ali não se fala de política, você escreve isso na lista, e quem tentar recebe um aviso gentil explicando o combinado, em vez de descobrir depois numa discussão.
- Publicação com liberação. Você pode escolher que tudo espera o seu aval antes de aparecer. E, para isso não virar trabalho diário, você libera de uma vez as pessoas de confiança, que passam a publicar direto, como se faz nos grupos do Facebook.
- Retirar uma publicação, dizendo por quê. Sem precisar expulsar ninguém, e com quem escreveu recebendo o motivo. Moderar não deveria custar uma amizade.
Esses exemplos são exemplos, e não uma lista fechada. A régua é sua: cada grupo tem o seu combinado, e a plataforma só cuida do que é ilegal e do que fere as regras da casa.
6. Ela não briga com o Instagram, ela alimenta o Instagram
Aqui está a parte que costuma surpreender quem imagina que a Comunidade quer substituir as redes de fora. Ela não quer, e faz o contrário: é de dentro dela que você publica também no Instagram e nas outras redes conectadas.
Na prática: você escreve uma vez, com foto ou vídeo, publica para as colegas, e a mesma publicação sai para as suas redes de fora sem você abrir cada aplicativo e repetir o trabalho. O que muda de lugar é o esforço, não o alcance.
O que ela ainda não faz, e é honesto dizer
A Comunidade é feita de publicações e comentários, não de mensagens correndo uma atrás da outra. Se o que você quer é o "bom dia" das sete da manhã e a resposta em três segundos, isso o WhatsApp faz melhor hoje, e a gente sabe disso.
O que existe, e é o que resolve a maior parte das necessidades reais, é a conversa direta entre duas pessoas, o comentário embaixo da publicação, a marcação com arroba que avisa a pessoa marcada, e o aviso no celular quando alguém fala com você.
A régua, em uma frase
Se a mensagem é para quem paga por um serviço seu, o lugar é a sua vitrine e os seus canais com a cliente. Se é para quem faz o que você faz, o lugar é a Comunidade, e ali dentro a escolha entre público, fechado e secreto depende de uma pergunta só: essa conversa fica melhor sendo encontrada, ou fica melhor sendo reservada?
Continue no WhatsApp com as amigas. Continue no Instagram com as clientes. E traga para dentro o que só interessa a quem entende do seu trabalho, num lugar que não depende de ninguém continuar administrando um grupo para existir amanhã.
