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Como colocar preço nos seus serviços de estética sem trabalhar de graça

O preço da concorrente não serve de régua. A conta completa, do custo por hora aberta até o aumento que não espanta a clientela.

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Colocar preço é a decisão que mais dá nó em quem trabalha com beleza, e por um motivo justo: o preço mexe com dinheiro, com autoestima e com o medo de perder cliente, tudo ao mesmo tempo. O resultado é que a maioria acaba definindo preço olhando para o lado, para o que a concorrente cobra, que é o método mais rápido e o menos confiável que existe.

Por que o preço da concorrente não serve de régua

Ela pode ter outro custo de aluguel, outro custo de material, outro volume de clientes, outra velocidade de execução e outra necessidade de retirada mensal. Pode estar cobrando errado há três anos. Pode ter outra fonte de renda e usar o serviço como complemento. Você não sabe, e nada disso aparece na tabela de preços dela.

Olhar o mercado é útil como referência de faixa, para você não ficar fora da realidade da sua região. Mas a referência entra no fim da conta, nunca no começo.

O preço nasce do seu custo e do seu tempo. O mercado só diz se ele cabe na sua região.

Passo 1: descubra quanto custa uma hora sua estar aberta

Antes de precificar serviço nenhum, você precisa de um número: quanto custa por mês manter o negócio funcionando, mesmo que não entre ninguém.

Some tudo o que sai todo mês independentemente do movimento. Aluguel ou a parte da casa que o trabalho ocupa, energia, água, internet, telefone, impostos, mensalidade de sistema, transporte, e o seu pagamento, que é uma despesa como qualquer outra.

Depois divida esse total pelo número de horas que você realmente tem disponível para atender no mês. Não são as horas do mês inteiro: são as horas em que você está de fato à disposição da cliente. Se você atende seis horas por dia, cinco dias por semana, são cerca de 120 horas.

O resultado é o custo por hora aberta. É o piso: qualquer serviço que renda menos que isso por hora está sendo feito com prejuízo, por mais cheio que esteja o dia.

Passo 2: calcule o custo direto de cada serviço

Agora, por serviço, some o que ele consome de material. Não o pote inteiro: a fração usada. Um produto de duzentos reais que rende quarenta aplicações custa cinco reais por atendimento.

Esse é o cálculo que quase ninguém faz, e é onde mora a surpresa. Faça uma vez, com calma, para os seus cinco serviços principais. Anote numa folha e guarde: só precisa ser refeito quando o preço do material mudar bastante.

Some também o descartável, a energia do equipamento se for relevante, e a taxa de recebimento, que é a parte que fica com a maquininha ou com o intermediário e some antes de entrar na sua conta.

Passo 3: junte tudo e some o seu lucro

A conta de um serviço fica assim:

  1. Tempo total do serviço, incluindo preparo e limpeza, multiplicado pelo seu custo por hora aberta.
  2. Mais o custo direto de material e descartável.
  3. Mais a taxa de recebimento.
  4. Mais a sua margem de lucro, que é o que fica no negócio para crescer.

Repare que o seu pagamento já entrou no custo por hora aberta, no passo 1. A margem de lucro é outra coisa: é o dinheiro do negócio, o que compra equipamento novo, cobre o mês fraco e financia a reforma. Um negócio sem margem sobrevive, mas nunca cresce.

Se você não separar o seu pagamento do lucro do negócio, todo crescimento vai sair do seu bolso.

Passo 4: confronte com a realidade

Agora sim, olhe o mercado. Se o preço que a conta devolveu está muito acima do que se pratica na sua região, existem três caminhos honestos, e nenhum deles é aceitar trabalhar de graça:

  • Reduzir o tempo do serviço, sem reduzir a qualidade. Preparo mais organizado, material à mão, menos retrabalho.
  • Reduzir o custo, comprando melhor ou trocando um produto por outro equivalente.
  • Justificar o preço maior, com evidência: o resultado que dura mais, o acabamento, o atendimento, o ambiente, a garantia de retoque.

O que não é caminho é baixar o preço e absorver a diferença no seu cansaço. Isso não é competitividade, é o negócio sendo financiado pelo seu descanso.

Como aumentar preço sem perder a clientela

O medo é legítimo e a perda costuma ser muito menor do que a esperada. Algumas coisas ajudam:

Avise antes, com prazo. Trinta dias de antecedência, avisando individualmente quem é cliente frequente. O que irrita não é o aumento, é descobrir na hora de pagar.

Suba de uma vez, não aos pouquinhos. Três aumentos pequenos em um ano incomodam mais que um aumento a cada doze meses.

Suba junto com algo visível. Um produto melhor, um cuidado a mais no acabamento, um brinde pequeno. Não precisa ser caro, precisa ser percebido.

Aceite perder alguém. Quem sai por dez por cento sairia por qualquer outro motivo, e normalmente é quem mais negocia e mais atrasa. O espaço que ela deixa costuma ser preenchido por alguém que paga o preço certo.

Erros que aparecem sempre

Preço redondo puxado do nada, sem conta por trás. Preço de amiga que virou o preço de todo mundo. Pacote com desconto que não foi calculado e sai no prejuízo. Serviço longo cobrado como se fosse curto. E o mais comum de todos: esquecer o próprio pagamento na conta, o que faz o negócio parecer saudável enquanto a dona trabalha de graça.

Onde a BeautySet entra

Depois de fazer essa conta uma vez no papel, o trabalho é mantê-la viva quando o custo do material sobe, quando o tempo do serviço muda ou quando você inclui algo novo no cardápio. É aí que a maioria abandona.

Na BeautySet, cada serviço tem preço e duração cadastrados, e o financeiro cruza isso com o que entrou e o que saiu de verdade. O retorno por hora de cada serviço aparece pronto, atualizado, e o autodiagnóstico aponta quando algum deles ficou para trás. Você faz a conta uma vez e depois só acompanha.

O plano gratuito, o Community, já dá conta disso. Mas o mais importante é o passo 1: descubra o seu custo por hora aberta ainda esta semana. Sem esse número, todo preço é chute.

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